A naturalização da cultura dominante
Sobre a imposição quase que natural da cultura dominante: quando a religião se comporta como mercadoria
Importante contextualizar este texto com o buzinaço ocorrido nesta cidade, em razão de festa anual em homenagem a São Cristovão: o santo dos motoristas e viajantes.
Era domingo, dia de sol, 30 de julho de 2017, um buzinaço ensurdecedor ecoa pela cidade, ao menos de um ponto de vista da área central. Trata-se da festa anual de São Cristovão, o santo dos motoristas e viajantes.
Era uma manifestação explícita da cultura dominante: o buzinaço invade todos os lares, todas as casas, todas as pessoas, não importa a quem possa atingir. É como se fosse uma verdade acima de qualquer dúvida. Não há a menor preocupação sobre se alguém possa se incomodar com isso. A cultura dominante se impõe dessa maneira. Cabe a escolha entre aceitar ou aceitar.
É a naturalização da cultura dominante.
A religião, assim, usa o marketing para se vender e se transforma simplesmente em mercadoria. A religião, pois, vai ao mercado, por isso, também nesse caso, o mercado é a medida de todas as coisas.
Comentários
Postar um comentário
Gracias!